domingo, 15 de fevereiro de 2009

Não me venha

Não me venha com o que devo e o que não devo.
Não me venha com a moral correta e intolerante, com o julgamento pré-estipulado, com as normas pré-concebidas.
Não me venha com modelos prontos, porque são cegos, surdos e frígidos.
Não me venha com simplismos hipócritas. Seus moldes não suportariam minha complexidade.
Não me venha com o certo, nem com o errado. Só existe o que fiz e o que, ainda, não fiz.
Não me venha com conveniências comuns, bom-senso, verdades incontestáveis, regras gerais.
Não me venha com manuais a seguir, meus valores eu os crio depois.
Crie os seus valores, mas os crie para você.
Não concorde comigo, não me entenda, me respeite.
Sou dona de mim, vivo para mim.
Construo eu o meu caminho, não sigo por nada pronto.
Não há, para mim, direita ou esquerda, vou para onde bem entender ao meu bel-prazer, e vou para frente.
Então não me venha, me deixe ir e vá também.

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