
Quando louca deliro paz. Em paz, saúdo a loucura.
Quero os devaneios, a paixão perturbada, a intensidade que só a insanidade traz.
Quero a doença dos malucos, dos poetas, dos amantes.
Razão, a deixo em ilusão, em distantes desvarios, em sonhos tórpidos onde já cansei de ser em mim.
Quero a beleza do sentir, quero o sentir em cada poro.
Verdade, só a minha. Pensamentos, só do corpo; em ligações rítmicas, aceleradas, som pulsante e música frenética.
Quero dançar a vida, em molejo de mulata, ginga de capoeira doido. Dança dos sentidos, sem nenhum sentido.
Por assim dizer, não dizer nada. Mergulhar em sentimento, mudo.
Viver tudo e em tudo.
Me jogar ao mundo e me entregar ao regozijo dos loucos.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Regozijo dos loucos
Desfrutado por Thais às 16:19
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